Vamos Relembrar... Tempo é Cérebro!

Autores

  • Catarina Oliveira Serviço de Medicina Interna, Centro Hospitalar Tondela-Viseu, EPE, Viseu, Portugal
  • I. Carmezim Serviço de Medicina Interna, Centro Hospitalar Tondela-Viseu, EPE, Viseu, Portugal
  • C. Cabral Serviço de Medicina Interna, Centro Hospitalar Tondela-Viseu, EPE, Viseu, Portugal
  • M. Teixeira Serviço de Medicina Interna, Centro Hospitalar Tondela-Viseu, EPE, Viseu, Portugal
  • M. Miranda Serviço de Medicina Interna, Centro Hospitalar Tondela-Viseu, EPE, Viseu, Portugal
  • N. Monteiro Serviço de Medicina Interna, Centro Hospitalar Tondela-Viseu, EPE, Viseu, Portugal
  • A. Gomes Serviço de Medicina Interna, Centro Hospitalar Tondela-Viseu, EPE, Viseu, Portugal
  • A. Monteiro Serviço de Medicina Interna, Centro Hospitalar Tondela-Viseu, EPE, Viseu, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.24950/rspmi.803

Palavras-chave:

Acidente Vascular Cerebral, Activador de Plasminogénio Tecidual, Gestão Clínica, Serviços de Emergência Médica, Terapia Trombolítica, Unidades Hospitalares

Resumo

Introdução: O acidente vascular cerebral (AVC) é uma causa comum
de morbi-mortalidade na Europa, sendo a primeira causa de morte e
de incapacidade em Portugal. Características importantes dos cuidados
diferenciados a este tipo de doentes incluem a presença de uma
unidade de AVC (U-AVC), abordagem por uma equipa multidisciplinar
e uma organização abrangente, incluindo diagnóstico e terapêuticas
janela-dependentes, como a terapêutica fibrinolítica, acesso a trombectomia,
mobilização precoce e reabilitação. O objetivo principal do
estudo foi a avaliação da qualidade do funcionamento da VV-AVC do
Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV), num período de dois anos,
após a implementação de algumas medidas que pretendiam melhorar
os tempos evento-porta e porta-agulha.
Material e Métodos: Análise retrospetiva dos processos clínicos e
consulta da ALERT® dos doentes internados na U-AVC do CHTV e
submetidos a fibrinólise, sendo analisados os dados demográficos,
as várias etapas que formam a VV-AVC, o tempo de internamento
e pontuação de NIHSS à admissão hospitalar e pós tratamento
endovenoso.
Resultados: Dos 92 doentes submetidos a fibrinólise no período proposto,
apenas 81 doentes cumpriram os critérios de inclusão. A idade
média dos doentes foi de 71,93 anos e predomínio do sexo feminino.
Foi possível constatar um maior número de fibrinólises face ao período
prévio. Globalmente, os tempos sintomas-porta e sintomas-agulha
tiveram uma distribuição normal mantendo as médias semelhantes
às anteriores e não tendo sido influenciados pelos outros tempos que
os compõem.
Conclusão: Uma VV-AVC bem estruturada e implementada é essencial
para a melhoria do prognóstico funcional. Existem muitas barreiras
logísticas que limitam a sua performance, mas perceber onde se pode
“ganhar tempo” é fundamental.

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Referências

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Ficheiros Adicionais

Publicado

30-06-2016

Como Citar

1.
Oliveira C, Carmezim I, Cabral C, Teixeira M, Miranda M, Monteiro N, Gomes A, Monteiro A. Vamos Relembrar. Tempo é Cérebro!. RPMI [Internet]. 30 de Junho de 2016 [citado 6 de Outubro de 2022];23(2):89-93. Disponível em: https://revista.spmi.pt/index.php/rpmi/article/view/803

Edição

Secção

Artigos Originais