Serviço de Urgência: A Necessidade de Novos Modelos de Organização

Autores

  • Sofia Lourenço Coordenadora do Serviço de Urgência, Hospital de Cascais, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.24950/rspmi.886

Palavras-chave:

Equipa de Cuidados ao Doente, Serviço de Urgência Hospitalar

Resumo

Foram muitas as razões apontadas para explicar a crise dos Serviços de Urgência (SU) que se verificou em Janeiro de 2015. Certo
é que este foi um Inverno particularmente difícil e que o Serviço de Urgência é um local onde o trabalho é sempre complicado e
caótico. No entanto os Internistas devem tentar ajudar na solução
dos problemas reais que existem nos nossos Serviços de Urgência. Os modelos que funcionam actualmente levaram à fractura
de cada hospital em dois hospitais distintos, o da equipa fixa e o do internamento. As equipas fixas, inicialmente compostas por
profissionais competentes e motivados, esgotaram-se num trabalho difícil e desgastante, levando em muitos casos à sua própria
destruturação, com consequente redução da qualidade do funcionamento das mesmas. As equipas do internamento, actualmente confinadas aos períodos noturnos e fins de semana, passaram a tomar o SU como um local de trabalho obrigatório e não
grato. Neste contexto também os internos deixaram de entender
o SU como um local preferencial de aprendizagem. A reorganização das equipas hospitalares pode melhorar o desempenho do
SU. A criação de um modelo misto, com médicos das equipas fixas e médicos do internamento pode ser vantajosa para ambas
as partes e para os internos. É necessário discutir e implementar medidas agora, de modo a preparar o próximo Inverno.

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Publicado

30-06-2015

Como Citar

1.
Lourenço S. Serviço de Urgência: A Necessidade de Novos Modelos de Organização. RPMI [Internet]. 30 de Junho de 2015 [citado 14 de Julho de 2024];22(2):61-2. Disponível em: https://revista.spmi.pt/index.php/rpmi/article/view/886

Edição

Secção

Perspectiva