Trombose venosa cerebral – Casuística de 11 anos

Autores

  • Cristina Andrade Serviço de Medicina 2 Centro Hospitalar Tondela - Viseu, E. P. E. – Unidade de Viseu
  • Luís Patrão Serviço de Medicina 2 Centro Hospitalar Tondela - Viseu, E. P. E. – Unidade de Viseu
  • Adelino Carragoso Serviço de Medicina 2 Centro Hospitalar Tondela - Viseu, E. P. E. – Unidade de Viseu
  • Marina Bastos Serviço de Medicina 2 Centro Hospitalar Tondela - Viseu, E. P. E. – Unidade de Viseu

DOI:

https://doi.org/10.24950/rspmi.977

Palavras-chave:

trombose venosa cerebral, trombofilias, antico-agulação

Resumo

ntrodução: A trombose venosa cerebral (TVC) tem múltiplas
etiologias identificadas e tem apresentações clínicas variadas.
O objetivo deste trabalho é caracterizar a população da área de
influência do nosso hospital com o diagnóstico de TVC. Materiais e
métodos: Usámos uma amostra não probabilística por conveniência, de doentes internados entre 01/01/2000 e 31/12/2010, em
cujas cartas de alta constava o diagnóstico de trombose venosa
cerebral. Foi um estudo retrospetivo, observacional e descritivo,
onde foram analisados os respetivos processos clínicos. Resultados: Identificámos 20 doentes, caucasianos, entre os 18 e 82
anos, com uma média de idades de 50,4 anos, 80% do género
feminino. A maioria apresentou evolução subaguda. A cefaleia foi
o sintoma inicial mais frequente (85%), e em 15% dos doentes
foi o único sintoma. O diagnóstico foi feito em 55% dos casos
através de tomografia computorizada crânioencefálica. O seio
sagital superior, o lateral esquerdo e o lateral direito foram os
mais frequentemente afetados. Em 75% dos casos o tratamento
foi com anticoagulantes. A recuperação total ocorreu em 85%
dos doentes e 10% faleceram. Verificámos recorrência de eventos
trombóticos em 10% dos doentes. As sequelas mais frequentes
foram as cefaleias (45%). A toma de anticoncetivos orais foi o
fator de risco mais frequentemente encontrado (35%). A etiologia
permaneceu desconhecida em 20% dos casos. Em 5 doentes
identificaram-se mais do que uma causa para a TVC. Conclusão:
Com este trabalho os autores pretendem alertar para uma entidade que exige uma grande suspeição clínica para o diagnóstico.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Canhão P. Doença trombótica das veias e seios venosos cerebrais. Tese de doutoramento em Medicina, especialidade de neurologia. Universidade de Lisboa, Faculdade de Medicina de Lisboa, 2009. Não publicado.

Ferro JM, Canhão P, Stam J, Bousser MG, Barinagarrementeria F and ISCVT Investigators. Prognosis of cerebral vein and dural sinus thrombosis: results of the International Study on Cerebral Vein and Dural Sinus Thrombosis (ISCVT). Stroke, 2004; 35: 664-670.

Santos GR, André R, Pereira SL, Parreira T, Machado E. Trombose venosa cerebral. Análise retrospectiva de 49 casos. Acta Med Port. 2011; 24: 21-28.

Ferreira MM, Rios AC, Fragata I, Baptista JT, Manaças R, Reis J. aspectos imagiológicos da trombose venosa cerebral numa mulher grávida. Acta Med Port. 2011; 24: 193-198.

Christo PP, Carvalho GM, Neto APG. Cerebral venous sinus thrombosis: study of fifteen cases and literature review, Rev Assoc Med Bras, 2010; 56(3): 288-292.

Fonseca AG, Amaro M. Trombofilias: importância do seu estudo na patologia tromboembólica. Rev Port Med Int. 2008; 15 (4): 284-290

Dlaminia N, Billinghurst L, Kirkhamb FJ. Cerebral Venous Sinus (Sinovenous) Thrombosis in Children. Neurosurg Clin N Am. 2010; 21(3-5): 511-527

Milano JB, Arruda WO, Nikosky JG, Meneses MS, Ramina R. Trombose de seio venoso cerebral e Trombose sistêmica associadas à mutação do gene 20210 da protrombina. Arq Neuropsiquiatr 2003; 61(4): 1042-1044.

Röther J, Weiller C. A case of unilateral deep cerebral venous thrombosis. J Neurol 1999; 246: 1096-1097.

Kamouchi M, Wakugawa Y, Okada Y, Kishikawa K, Matsuo R, Toyoda K et al. Venous Infarction Secondary to Septic Cavernous Sinus Thrombosis. Intern Med 2005; 45: 25-27.

Camargo ECS, Bacheschi LA. Trombose Venosa Cerebral: Como Identificá-La? Rev Assoc Med Bras 2001; 47(4): 269-95.

Kanazawa1 K, Takubo H, Nakamura Y e Ida M. Cerebral Venous Thrombosis with Elevated Factor VIII. Intern Med, 2010; 49: 1461-1462.

Cunha LP, Gonçalves ACP, Moura FC, Monteiro MLR. Perda Visual Bilateral Grave Como Sinal De Apresentação De Trombose De Seio Venoso Cerebral: Relato De Caso. Arq Bras Oftalmol. 2005; 68(4): 533-537.

Takekawa H, Tanaka H, Ogawa T, Niijima Y, Sada T, Daimon Y et al. Usefulness of Echo-Planar T2 Susceptibility-Weighted Imaging for Reliable Diagnosis of Cerebral Venous Sinus Thrombosis. Intern Med 2008; 47: 2101-2102.

Furie KL, Kasner SE, Adams RJ, Albers GW, Bush RL, Fagan SC et al. Guidelines for the Prevention of Stroke in Patients With Stroke or Transient Ischemic Attack: A Guideline for Healthcare Professionals From the American Heart Association/

American Stroke Association. Stroke 2011; 42: 227-276

Ficheiros Adicionais

Publicado

31-03-2014

Como Citar

1.
Andrade C, Patrão L, Carragoso A, Bastos M. Trombose venosa cerebral – Casuística de 11 anos. RPMI [Internet]. 31 de Março de 2014 [citado 12 de Julho de 2024];21(1):13-9. Disponível em: https://revista.spmi.pt/index.php/rpmi/article/view/977

Edição

Secção

Artigos Originais

Artigos mais lidos do(s) mesmo(s) autor(es)