Hospitalização Domiciliária: Balanço de um Ano da Primeira Unidade Portuguesa

Autores

  • Vitória Cunha Unidade de Hospitalização Domiciliária, Serviço de Medicina Interna, Hospital Garcia de Orta, Hospital Garcia de Orta, Almada, Portugal
  • Maria Conceição Escarigo Unidade de Hospitalização Domiciliária, Serviço de Medicina Interna, Hospital Garcia de Orta, Hospital Garcia de Orta, Almada, Portugal
  • João Correia Unidade de Hospitalização Domiciliária, Serviço de Medicina Interna, Hospital Garcia de Orta, Hospital Garcia de Orta, Almada, Portugal
  • Rita Nortadas Unidade de Hospitalização Domiciliária, Serviço de Medicina Interna, Hospital Garcia de Orta, Hospital Garcia de Orta, Almada, Portugal
  • Pedro Correia Azevedo Unidade de Hospitalização Domiciliária, Serviço de Medicina Interna, Hospital Garcia de Orta, Hospital Garcia de Orta, Almada, Portugal
  • Pedro Beirão Unidade de Hospitalização Domiciliária, Serviço de Medicina Interna, Hospital Garcia de Orta, Hospital Garcia de Orta, Almada, Portugal
  • Ana Gomes Unidade de Hospitalização Domiciliária, Serviço de Medicina Interna, Hospital Garcia de Orta, Hospital Garcia de Orta, Almada, Portugal
  • Francisca Delerue Unidade de Hospitalização Domiciliária, Serviço de Medicina Interna, Hospital Garcia de Orta, Hospital Garcia de Orta, Almada, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.24950/rspmi/O112/17/2017

Palavras-chave:

Admissão do Doente, Portugal, Serviços Hospitalares de Assistência Domiciliar, Serviço de Urgência Hospitalar

Resumo

Introdução: A hospitalização domiciliária é uma alternativa ao
internamento convencional de doentes agudos que surgiu na
década de 40 do século XX nos Estados Unidos da América.
Tem crescido a adesão dos hospitais americanos e europeus a
esta abordagem, que se provou segura, eficaz, e com capacidade
de resposta a um grande número de patologias médicas
agudas evitando todos os problemas inerentes ao internamento
convencional.
Material e Médodos: Em Portugal, o Hospital Garcia de Orta foi
pioneiro na criação deste conceito com a abertura da Unidade
de Hospitalização Domiciliária (UHD), em 2015, e ao fim de
um ano tem já uma experiência consolidada com um número
crescente de utentes admitidos com patologia médica aguda
variada. Os autores apresentam neste artigo a casuística de
um ano de internamento.
Resultados: Durante esse período estiveram internados 281
doentes, 52,0% do sexo feminino e 67,4 anos de idade média.
A demora média de internamento foi de 8,7 dias e a maioria
dos doentes provieram do serviço de urgência. Destacou-se
a pluripatologia, a polifarmácia e complexidade crescente dos
doentes admitidos. O diagnóstico mais frequente foi a pneumonia
adquirida na comunidade. Registaram-se poucas intercorrências
ao longo do internamento e em 22 casos (7,8%)
houve necessidade de retorno ao hospital. Na alta, a maioria
dos doentes foi referenciado para a consulta externa hospitalar.
Aos 30 dias após alta a estabilidade clinica predominou.
Conclusão: Este modelo de internamento tem demonstrado
potencial para abarcar cada vez mais doentes e a experiência
da primeira unidade portuguesa irá com certeza contribuir
para a expansão a outros hospitais do país.

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Referências

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Ficheiros Adicionais

Publicado

29-12-2017

Como Citar

1.
Cunha V, Escarigo MC, Correia J, Nortadas R, Correia Azevedo P, Beirão P, Gomes A, Delerue F. Hospitalização Domiciliária: Balanço de um Ano da Primeira Unidade Portuguesa. RPMI [Internet]. 29 de Dezembro de 2017 [citado 6 de Outubro de 2022];24(4):290-5. Disponível em: https://revista.spmi.pt/index.php/rpmi/article/view/760

Edição

Secção

Artigos Originais

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