Doença de Fahr: Um Caso Clínico Inesperado

Autores

  • Alexandra Malheiro Serviço de Medicina Interna, Hospital Central do Funchal, Funchal, Portugal
  • Nicole Pestana Serviço de Medicina Interna, Hospital Central do Funchal, Funchal, Portugal
  • Sofia Granito Serviço de Medicina Interna, Hospital Central do Funchal, Funchal, Portugal
  • Andreia Pestana Serviço de Medicina Interna, Hospital Central do Funchal, Funchal, Portugal
  • Ana Isabel Costa Serviço de Medicina Interna, Hospital Central do Funchal, Funchal, Portugal
  • Maria da Luz Brazão Serviço de Medicina Interna, Hospital Central do Funchal, Funchal, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.24950/rspmi.572

Palavras-chave:

Doenças dos Gânglios da Base, Calcinose

Resumo

A doença de Fahr, caracteriza-se por depósitos de cálcio no cérebro. Manifesta-se em qualquer idade, mais frequen- temente na 4a década de vida. O quadro clínico é variável, podendo apresentar-se desde a forma assintomática, até à conjugação de diversos sintomas neurológicos, nomeada- mente deterioração da função cognitiva (demência), altera- ções motora ou da linguagem, convulsões, cefaleias, rigidez muscular, entre outros. O diagnóstico geralmente é pela clí- nica, associada a hipocalcemia e calcificação dos gânglios da base em exames imagiológicos. Trata-se de uma doença incurável, com prognóstico reservado e fatal. Descrevemos um caso clínico de um doente do sexo masculino, 68 anosde idade, com queixas de rigidez muscular generalizada, fasciculações periorais e lentificação dos movimentos de escrita que iniciou estudo complementar após episódios de lipotimias precedidas por calafrios, náuseas e cefaleias holo- craneanas. Analiticamente presença de hipocalcemia de 6,2 mg/dL e tomografia computorizada crânio-encefálica revelou múltiplas calcificações envolvendo os gânglios da base.

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Referências

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Publicado

30-03-2017

Como Citar

1.
Malheiro A, Pestana N, Granito S, Pestana A, Costa AI, Brazão M da L. Doença de Fahr: Um Caso Clínico Inesperado. RPMI [Internet]. 30 de Março de 2017 [citado 7 de Dezembro de 2022];24(1):33-5. Disponível em: https://revista.spmi.pt/index.php/rpmi/article/view/572

Edição

Secção

Casos Clínicos

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